domingo, 3 de julho de 2011

"Disfunção hormonal: uma vilã que ataca em silêncio "

Quilinhos a mais, suor excessivo ou cabelo sem vida. Antes de procurar qualquer alternativa estética, fique de olho, você pode ser vítima dela


Por Isabelle Lindote
Fonte: Revista Uma / Edição 102
Fotos: Getty Images



Várias pesquisas científicas alertam as mulheres para um dado alarmante: estima- se que hoje uma a cada 15 mulheres desenvolve algum tipo de disfunção hormonal em seu organismo.


E o mais chocante é que a maioria delas nem sabe que essas doenças existem. Cabelos opacos, pele ressecada, perda ou ganho de peso sem motivo aparente, menstruações desreguladas, tudo isso pode ser sintoma de um possível descontrole hormonal.

Essas alterações podem ser desencadeadas por diversos motivos, mas sempre ligados a um fator determinante: a genética.

Segundo o endocrinologista Régis Salgado, conhecido por ser o médico de famosas como Luciana Gimenez, Iris Stefanelli e Sonia Abrão, “O descontrole hormonal pode acontecer em qualquer faixa etária e classe social. A grande explicação para o aparecimento do problema é a hereditariedade”, explica.


Há ainda sintomas mais difícieis de lidar, como depressão, irritabilidade, sensibilidade ao frio e baixa libido. Apesar de não refletirem diretamente na estética, afetam as relações pessoais e o rendimento no trabalho.

De acordo com um estudo realizado pelo Projeto Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, 22% das mulheres de todas as idades tem problemas com relação ao desejo sexual. Na faixa de mais de 50 anos o índice salta para 40%.

“Quando essa falta de desejo ultrapassa os seis meses, torna-se importante investigar a causa e procurar tratamento, já que pode indicar uma disfunção da tireoide”, indica a psicóloga Carmita Abdo, coordenadora do projeto.Como cada organismo reage de uma forma, muitas vezes a mulher procura dezenas de médicos antes de encontrar um diagnóstico preciso. Isso porque muitos profissionais acabam se baseando apenas nos resultados laboratoriais, sem avaliar a fundo as reações visíveis do corpo, por exemplo.

“É preciso avaliar cada caso. Se uma paciente está com os exames normais, mas relata alterações físicas e psicológicas compatíveis com uma disfunção hormonal, sem dúvida vou levar em consideração essa avaliação para tratar a doença”, conta Dr. Régis Salgado, especialista em metabolismo e emagrecimento.


“É comum as pacientes chegarem ao consultório tomando medicamentos para depressão, tristeza e cansaço, o que mascara os sintomas da disfunção hormonal. O melhor conselho é buscar sempre um diagnóstico preciso de quem procura entender o corpo como um todo e não por partes”.

Mitos e verdades:Causas e consequências
Ainda não é possível evitar que o corpo entre em desordem hormonal, mas alguns hábitos podem ajudar a potencializar os sintomas.“Fumo, consumo de bebidas alcoolicas e uso de pílula anticoncepcional não são, na prática, causas de desequilíbrios hormonais, mas influenciam de maneira negativa a doença”, explica Régis Salgado.


No entanto, o vilão da vida moderna tem uma posição de destaque como agente desencadeador das disfunções: o estresse. “O cortisol que circula no organismo da pessoa estressada é um hormônio produzido pelas suprarrenais e afeta o sistema imunológico, além de aumentar a pressão arterial e a glicose no sangue. Se o corpo fica mais propenso a doenças, também se torna mais frágil aos problemas hormonais”, revela.

Quanto ao tratamento, o médico revela: “Infelizmente, a medicina ainda não está tão evoluída a ponto de conseguir estimular uma glândula a produzir hormônio. Logo, problemas como o hipotireoidismo são tratados com reposição hormonal, o que faz com que seja preciso encontrar uma dose adequada individualmente”.A gravidez também pode provocar um descontrole hormonal. De acordo com o ginecologista e obstetra Linderman Alves Vieira, chefe da Maternidade Carmela Dutra (RJ), no caso da gestação, o ciclo menstrual é suspenso por muito tempo e o corpo é exposto a outros hormônios além da progesterona e do estrógeno, como a prolactina, responsável pela produção de leite.

Todas as mudanças podem causar uma confusão no organismo, que ao tentar retomar o ciclo natural da mulher, pode acabar desregulado.


No caso da Síndrome do Ovário Policístico, somente depois de dois anos da primeira menstruação é que seu diagnóstico pode ser feito. Um agravante ao tratamento da doença é a grande porcentagem de pacientes que apresentam resistência à insulina, podendo até levar àdiabetes. Pensando nisso, a obesidade tem lugar de destaque como agente agravante da doença: pessoas obesas têm o risco de se tornarem diabéticas em até 90% dos casos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Os mitos dos transtornos alimentares


Conheça algumas ideias equivocadas sobre doenças como bulimia e anorexia


Os transtornos alimentares são caracterizados por alterações doentias do comportamento em relação aos alimentos e à alimentação.
Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o problema é mais comum em mulheres, e pode afetar entre 1% e 4% da população feminina mundial ao longo da vida. Uma estatística que pode pular para 15% se contados os casos menos intensos – que não preenchem os critérios clássicos da doença – marcados pela adoção apenas eventual de laxantes, diuréticos, moderadores de apetite, dietas malucas, vômito induzido e prática compulsiva de exercícios físicos.

Parte dos casos menos intensos, infelizmente, evolui para um dos três transtornos alimentares mais frequentes: a anorexia, a bulimia ou a compulsão por comida. Em comum, além do elevado risco de morte, portadores destes transtornos compartilham uma intensa preocupação com o peso e uma imagem distorcida do próprio corpo.

Na cartilha com informações e orientações sobre transtornos alimentares, a Associação Nacional de Distúrbios Alimentares (NEDA), dos Estados Unidos, esclarece mitos sobre este grupo de doenças. Veja a seguir os principais.

Parar de comer ou provocar vômitos são escolhas pessoais

As pessoas não optam por desenvolver transtornos alimentares. Bulimia, anorexia e compulsão por comida são doenças que se desenvolvem ao longo de um período de tempo e requerem tratamento apropriado.

Transtornos alimentares só afetam mulheres
O problema também afeta homens. Embora existam poucos dados estatísticos sobre o perfil masculino dos transtornos alimentares, aproximadamente 25% dos diagnósticos de anorexia são feitos em meninos, por exemplo.

Homens com transtornos alimentares tendem a ser gays

As preferências sexuais não têm correlação alguma com o desenvolvimento de transtornos alimentares.

Anorexia é o transtorno alimentar mais grave

Todos os transtornos alimentares podem ter consequências físicas e psicológicas. Embora a perda de peso excessiva seja uma característica da anorexia, efeitos nocivos de outros transtornos alimentares podem ameaçar a vida – como a desidratação aguda provocada pelo vômito induzido da bulimia.

Ninguém morre de bulimia

Apesar das taxas de morte por bulimia serem menores do que as por anorexia, os portadores da primeira têm risco aumentado de morte súbita por conta dos vômitos induzidos – eles interferem no equilíbrio entre a água e os sais minerais do corpo – e também pelo uso frequente de laxantes e diuréticos.

Fazer dieta é um comportamento normal da adolescência

É fato que a preocupação com a alimentação e com o próprio corpo virou um comportamento “normal” da vida adolescente no mundo ocidental. No entanto, dar atenção excessiva a essas duas coisas pode aumentar o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares. Monitorar qualquer dieta do adolescente e estimular uma alimentação com foco na saúde, no bem-estar e em uma imagem corporal saudável é o melhor caminho.

Pessoas com anorexia nunca comem

A maioria dos anoréxicos come. Entretanto, pessoas com a doença tendem a comer porções muito pequenas, alimentos com poucas calorias ou combinações estranhas entre alimentos. Alguns podem comer chocolates no café da manhã e não comer mais nada no resto do dia. Outros podem comer uma folha de alface com mostarda a cada duas horas. Os comportamentos alimentares da anorexia são muito individuais. A cessação total da alimentação é algo muito raro de acontecer, mas pode causar desnutrição e morte em apenas algumas semanas.

Transtornos alimentares estão relacionados apenas com aparência e beleza

Doenças como anorexia e bulimia são problemas mentais e têm muito pouco a ver com aparência ou beleza. Isso é evidenciado pela continuação do problema mesmo depois que a pessoa alcança a meta inicial de peso. Transtornos alimentares normalmente estão associados a questões como controle e autoestima baixos, e frequentemente existem como parte de transtornos mentais maiores, como depressão, ansiedade ou transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

Menores de 15 anos não têm transtornos alimentares

Em geral, a anorexia é um transtorno que raramente tem início antes da puberdade. Já a bulimia é mais comumente detectada do final da adolescência até os 20 anos ou mais. Ainda assim, as duas doenças já foram diagnosticadas em crianças de sete e oito anos.

É impossível ter dois transtornos alimentares ao mesmo tempo

A associação de dois transtornos é comum. Alguns indivíduos vêm e vão entre a anorexia e a bulimia. Metade dos anoréxicos se transforma em bulímico ao longo da doença.

Óleo de coco faz perder a barriga?!! Especialistas Afirmam que SIM!!




7 vezes mais eficiente do que a Dieta comum
Prepare-se para se livrar de vez daqueles irritantes pneuzinhos que envolvem sua cintura. Já ouviu falar no óleo de coco? Pois esse produto, à venda em lojas de alimentos naturais, virou febre nos Estados Unidos devido a seu efeito quase milagroso na queima de gorduras. Em um estudo realizado por lá, ficou constatado que o líquido extraído do fruto do coqueiro pode dobrar o número de quilos perdidos durante uma dieta.


Esse óleo é milagroso!

Nessa pesquisa, realizada na Universidade de Columbia, o óleo de coco foi adicionado à massa do muffin (um bolinho muito consumido pelos americanos) e sobre os pratos de comida das principais refeições dos participantes, que acabaram emagrecendo bem mais do que o esperado pelos próprios pesquisadores. Na barriga, então, o resultado foi incrível: sete vezes mais perda de medidas do que em uma dieta comum!
Se você também quer emagrecer com essa poderosa novidade, deve consumir de três a quatro colheres de sopa por dia de óleo de coco. Uma boa ideia é misturá-lo com sucos e vitaminas, mas ele também pode ser derramado sobre a salada durante as refeições ou mesmo tomado de colherada, já que tem um sabor agradável. Outra boa sugestão é usá-lo como um substituto da margarina e da manteiga na culinária, como no bolo cuja receita você confere na página ao lado. O frasco contendo 200 ml de óleo de coco custa cerca de 30 reais. Que tal experimentar hoje.

Ainda melhor do que o azeite


É facilmente absorvido e nãose tranforma em gordura.

Comparado ao azeite de oliva extravirgem, também um excelente óleo para a saúde, o de coco provou ser mais eficiente para quem quer emagrecer. A diferença entre eles está nas moléculas, as estruturas minúsculas que formam as substâncias.

Enquanto o azeite de oliva é composto por moléculas de cadeia longa, o óleo de coco tem alto teor de triglicerídeos de cadeia média (TCM), o que torna a digestão de cada um diferente. "A vantagem do óleo de coco é que ele é facilmente absorvido e transformado em energia no fígado, não se acumulando como gordura, ao contrário dos outros tipos de óleo", esclarece a nutricionista Bruna Murta, da rede Mundo Verde. Algumas pesquisas têm demonstrado que a gordura do coco funciona até mesmo para pessoas diabéticas ou com problemas de tireoide. Uma excelente novidade!

Será..??
srsr gente vamos fazer uso e compartilhar os resultados...

"O kit Mais Poderoso de Uma Mulher!! " Será??



O kit de beleza mais poderoso de uma mulher não está na bolsa, e sim no prato. 
É o que garantem os nutricionistas especializados em alimentação funcional, que sugerem o que comer e o que evitar para ter unhas fortes, cabelos brilhantes e pele sedosa, lisinha e firme.

Os resultados não são imediatos. “A melhora na aparência é perceptível em cerca de 20 a 30 dias a partir da mudança de alimentação. Um benefício mais expressivo vem depois de 60 a 90 dias”, diz Solange de Oliveira Saavedra, gerente técnica do Conselho Regional de Nutricionistas Região 3.

Para tirar o melhor dos alimentos, o ideal é preferir as versões in natura. “Mas vale apelar para as frutas congeladas e legumes e verduras pré-preparados, se não der para passar no mercado. Melhor consumir dessa forma do que não consumir”, diz a nutricionista Maysa Pozza. “Cuidado apenas com sucos industrializados, com alto teor de sódio e açúcar. Ainda assim, é muito melhor um suco industrializado do que um refrigerante”, completa.

Não precisa enlouquecer tentando montar o prato mais saudável do mundo, basta garantir a variedade. “Temos um pequeno estoque de vitaminas no fígado, então se hoje faltou de algum tipo, não tem problema. Provavelmente no próximo dia terá a vitamina que estava faltando”, diz Maysa. “É preciso ter criatividade, pois as pessoas têm o hábito de comer sempre a mesma coisa”, recomenda Elaine Cristina Rocha de Pádua, nutricionista do Hospital das Clínicas de São Paulo.

A beauté na mesa só funciona se vier acompanhada de sono de boa qualidade e consumo de fibras e líquidos – de preferência, água, suco de frutas sem açúcar adicionado e chás sem cafeína, como os de frutas, branco ou verde. Para melhorar o sono, consuma alimentos ricos em triptofano, como derivados de leite. Nozes e castanhas, banana e alface têm vitaminas e minerais que favorecem um sono mais tranquilo.

Pequenas substituições são um caminho simples para começar a melhorar a alimentação. Calorias “vazias”, como as de salgadinhos e snacks, dão espaço para lanches mais nutritivos. “As castanhas podem ser consumidas no meio da tarde, como um lanchinho, junto com um iogurte, que é rico em cálcio”, exemplifica Maysa. Essa pequena troca já colabora para unhas saudáveis e fortes.

Escorregadelas são permitidas. “Carne vermelha pode ser consumida até três vezes na semana, de preferência as magras e preparações assadas e cozidas, em porções pequenas”, diz Maysa. Alimentos como álcool, embutidos e frituras não devem ser consumidos mais que uma vez por semana.

Confira o guia preparado pela nutricionista Elaine Cristina Rocha de Pádua para por mais beleza na mesa:

Sucos para afinar 

O segredo é usar alimentos que aumentam o gasto energético. Turbinados com chá verde, vermelho ou branco, eles também aceleram o metabolismo em 5% a 10%. Combinações certeiras: laranja, maçã e acerola; abacaxi e framboesa com água de coco; morango, melancia e limão. Podem ser combinados também com gengibre, couve, cenoura, brócolis, salsinha, semente de linhaça e água bem gelada.

Para retardar o envelhecimento 

Tomate, acerola, morango, melancia, cenoura, beterraba, abacaxi, laranja, uva, limão, melão e hortelã são alimentos ricos em flavonóides, carotenóides, polifenóis e outras substâncias antioxidantes com propriedades antiinflamatórias. São diuréticos também, o que ajuda a desinchar

Contra o inchaço

As melhores opções têm alto teor de água: melancia, melão, abacaxi, pêra, uva e morango; entre as frutas, e pepino, abobrinha, chuchu, alface, agrião, rúcula e almeirão entre legumes e verduras. Laranja, banana, kiwi e manga são ricas em potássio, que evita a retenção de líquidos. Água de coco entra no mesmo time

No prato, inclua alface, rica em clorofila, ácido fólico, vitamina C, potássio e fitoquímicos como flavonóides e lactucina, que ajudam no processo de desintoxicação e diminuição do inchaço. Alcachofra, aspargo, chicória são diuréticos e excelentes para manter a flora intestinal saudável e diminuir a barriga

Pele impecável 

Todos os antioxidantes colaboram nesse capítulo. Além deles, não dispense cereais, ovos, peixes e produtos lácteos; entre as frutas, acrescente à dieta acerola, caju, goiaba e romã. Outros antioxidantes poderosos são tomate, pimenta, abóbora, mamão, melão, pêssego, damasco, cenoura, pimentão, batata-doce, abobrinha, espinafre e salsa, todos ricos em licopeno. Vegetais folhosos verde-escuros bloqueiam radicais livres. O selênio, antioxidante importantíssimo, é encontrado em nozes, castanha-do-Pará, grãos integrais e frutos do mar

Para combater a celulite

Conte com café, chá preto e cacau, estimulantes vasculares, e castanha-da-índia, mamão e abacaxi (antiinflamatórios e antiedema) para amenizar a celulite

Cabelo forte e brilhante

Capriche na água e consuma ômega 3 (atum, salmão, cavalinha e sardinha têm altas concentrações), para nutrir fios, hidratar e fortalecer a estrutura dos fios ao longo do crescimento. Por ter ação antiinflamatória, o ômega 3 reduz a coceira e a caspa e é útil no tratamento do eczema e psoríase do couro cabeludo.

Para combater a queda de cabelo, cenoura crua, batata-doce, beterraba, acelga, chicória, espinafre, pimentão, abóbora madura, mamão, manga, pêssego fresco, tomate, grãos integrais, couve, brócolis, repolho, ervilha verde, lentilha, feijão, soja, amêndoas, abacate, ameixa, banana, melancia, carnes magras, germe e farelo de trigo, aveia, margarina de milho e pão de trigo integral

Unhas bem nutridas

Coma laranja, pimentão amarelo, mamão e morango; folhas verdes escuras, nozes, sementes e grãos integrais; peixe de água salgada, gema cozida, levedura e grãos integrais; proteína animal garante proteínas do complexo B.

" Esquecer a pirâmide Alimentar?? "

O conhecido esquema gráfico pode confundir as escolhas alimentares. Especialistas propõem outros métodos

Qualquer pessoa que decidiu fazer dieta um dia ou reeducar seus hábitos à mesa – e quem é que nunca fez isso? – já ouviu falar em pirâmide alimentar. Trata-se de um esquema gráfico que separa os vários tipos de alimentos que devem ser ingeridos nas refeições.


Na base estão os alimentos energéticos, ricos em carboidratos (massas, pães, cereais e arroz). Acima estão frutas, verduras e legumes que fornecem vitaminas, minerais e fibras para o corpo. No terceiro degrau da pirâmide estão as fontes de proteínas e minerais (carnes, leguminosas, leite e derivados). No topo, encontramos os alimentos que devem ser consumidos com moderação (doces, açúcares, óleos e gorduras), pois são calóricos e podem levar a obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e outras enfermidades.

“O problema é que muitos alimentos são misturados e esse agrupamento não é preciso. O ponto crucial é que a maioria das pessoas não segue a pirâmide”, diz Bill Cashell, autor do livro Estresse Engorda – Mude Seus Hábitos e Tenha uma Mente e um Corpo Saudável (Editora Agir).

“A divisão dos alimentos na pirâmide é boa”, rebate a nutricionista Ellen Yonobi, da Nutrhouse Alimentos. “Mas sem uma orientação, principalmente sem a definição de quantidade e tamanho das porções, a pirâmide pode induzir a erros”, completa a especialista.

Onde entra a torta de frango?

Essa é uma pergunta que muita gente se faz. “A pirâmide não fala desses alimentos compostos”, lembra a endocrinologista Fernanda Gomes de Melo, do Hospital Bandeirantes, de São Paulo.

Por essas e por outras, o FDA (Food and Drug Administration), órgão governamental dos Estados Unidos que controla alimentos e medicamentos, decidiu que o esquema precisava ser definido com mais clareza. E a pirâmide foi transformada em várias outras.

Até uma versão brasileira foi criada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), enfatizando inovações como o consumo de carboidratos integrais (ricos em fibras) e o consumo de gorduras saudáveis, de origem vegetal e peixes. Recentemente foram incluídas na base ainda as atividades físicas – que embora não tenham a ver com comida, são indicadas para a manutenção da saúde.


Nova forma

“Mas as pessoas ainda precisam de algo mais fácil e que faça sentido”, defende Cashell. De acordo com o autor, o retângulo alimentar, baseado em uma forma fácil de avaliar a comida, seria um caminho. Basicamente a dieta deveria se encaixar em uma das quatro categorias seguintes:

Alimentos saudáveis: esse grupo contém apenas quatro tipos de alimentos em seu estado natural. São eles: frutas, vegetais, cereais integrais e proteínas magras.

Alimentos com algum valor para a saúde: são, sobretudo, alimentos naturais com um teor mais elevado de gordura natural ou de açúcar natural. Por exemplo: nozes, queijos, sucos de frutas e algumas frutas secas. Os alimentos desse tipo contêm ingredientes importantes, como proteínas, cálcio e vitaminas. Eles também tendem a ter mais calorias. A regra geral aqui é “um pouco é bom, muito não é bom”.

Nenhum valor para a saúde: este grupo é formado por alimentos que não fazem mal, mas também não fazem bem. “Se pudéssemos resumir esta categoria em uma palavra, ela seria ‘processados’. Ela pode ter começado como comida saudável, mas os nutrientes foram eliminados no processamento. Se no rótulo consta ‘enriquecido’, isso simplesmente significa que todas as vitaminas e minerais foram eliminados pelo processamento e que vitaminas sintéticas foram adicionadas ao produto. Seria quase como um comprimido de vitaminas”, explica Bill Cashell.

Para o autor, essa é a categoria que mais tem causado problemas de excesso de peso e de obesidade nos Estados Unidos. “A maioria dos alimentos altamente processados tem pouco valor, possui índice glicêmico alto e aumenta a taxa de açúcar no sangue rapidamente, causando liberação excessiva de insulina. Esses alimentos não saciam e deixam com fome pouco tempo depois, por isso você come mais”.

Alimentos não saudáveis: são aqueles que não têm nenhum valor para saúde e contêm elevado teor de açúcar, gordura, sódio ou substâncias químicas. Se tiverem uma combinação de dois ou mais desses ingredientes, eles são particularmente ruins. Trata-se de alimentos artificiais, com os quais nosso organismo não foi feito para lidar.


Dieta personalizada

Cada pessoa se adapta a um tipo de orientação. Alguns gostam de tudo muito bem detalhado e seguem à risca a dieta proposta pelo nutricionista e pelo médico. Outros preferem ter à mão opções de substituições. “O importante é trabalhar o conceito dos alimentos, orientando sobre o consumo regular dos saudáveis e suas quantidades, mas permitindo uma pequena parcela de extravagância. Afinal, alimentação também envolve prazer”, diz a endocrinologista Fernanda Gomes de Melo.

A nutricionista Ellen Yonobi fala ainda em orientações personalizadas. “Não basta dizer ‘coma alimentos saudáveis’. E não é porque um alimento é saudável que você pode comê-lo à vontade. As necessidades e orientações variam de pessoa para pessoa. É preciso avaliar ritmo de vida, atividades físicas, entre outras coisas, para que não falte energia e para que não se tenha carências nutricionais”, explica.

Ou seja, só olhar para a pirâmide não garante seu bem-estar à mesa. É preciso fazer boas escolhas - mas boas escolhas adequadas a você!

"Como fica a saúde nessa onda de plus size? "

Mulheres com medidas generosas estão assumindo o lado gordinha e gostosa.
Bom para a autoestima.
 
Mas e a saúde, como fica?
Campanhas pela real beleza. Mulheres que assumem seus defeitinhos e até seus quilos a mais.
Confecções que começam a investir em tamanhos a partir do manequim 44.
Atrizes - como a comediante Fabiana Karla - e modelos – como Andréia Miura -, que brilham felizes e faceiras sem dar bola para os números da balança. Entretenimento, como a peça de teatro Gorda, que conta a história de um executivo bem-sucedido que se apaixona por uma mulher inteligente, divertida, sensual e com 30 quilos acima do peso. E até o BBB11, sempre palco de corpos esculturais, traz uma participante GG – Paula Leite. Pois é, a onda plus size veio para ficar.


“Acho positivo trabalhar outros padrões de beleza, quebrando o estigma de que só é bonita e saudável quem é magra”, diz a endocrinologista Fernanda Gomes de Melo, do Hospital Bandeirantes, de São Paulo.

A especialista explica que o padrão normal de índice de massa corporal (IMC*) é de 18,5 a 24,9. De 25 até 29,9, existe sobrepeso. “Mas nessa segunda faixa muitas vezes encontramos pessoas mais saudáveis do que outras com IMC 23, por exemplo”, diz.

Gordura abdominal

Para a endocrinologista Nathalia Ferreira, membro titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e médica do Centro de Medicina Integrada da Saúde Medicol, é importante sentir-se confortável com seu peso e manter a autoestima elevada. “Sob o ponto de vista da saúde, no entanto, é preciso verificar a relação entre cintura e quadril e analisar o padrão de distribuição de gordura. Concentrada na região da barriga, ela aumenta os riscos de doenças cardiovasculares e da síndrome metabólica”, alerta.

Além disso, as cheinhas devem ficar de olho nas dosagens metabólicas, como taxas de glicemia, colesterol e triglicérides. “Se esses níveis estiverem bons, se a pessoa praticar atividade física regularmente e seguir uma alimentação equilibrada, pode ser aceitável um IMC um pouco além de 25”, diz Nathalia.

É esse o caso da modelo plus size Andréia Miura. Aos 32 anos, ela tem 93 quilos distribuídos em 1,80 metro de altura – o que a leva registrar IMC 28. “Faço caminhadas e abdominais pelo menos três vezes por semana. Também sigo um cardápio saudável, evitando frituras e doces, e tenho acompanhamento de um endócrino. Recentemente realizei meus exames de rotina e está tudo em ordem”, orgulha-se.

Sua preocupação com o bem-estar é tão grande que ela intensificou os cuidados nos últimos meses e emagreceu 10 quilos. “Estou saindo do manequim 48 e chegando ao 46. Minha meta é atingir o 44, pensando na minha saúde – e vou parar por aí, até para não correr o risco de perder trabalhos”, brinca Andréia, que já posou para um catálogo de lingeries e é um dos destaques da Fashion Week Plus Size, evento que acontece em fevereiro, em São Paulo.

Pacote da autoestima
As confecções que trabalham com tamanhos plus size costumam oferecer numeração do 44 ao 50. Acima disso, não é bom para a moda, nem para a saúde. “Não precisa sofrer para manter a cinturinha de 60 cm, mas se passar de 88, é melhor se preocupar. Tome cuidado para não se deixar levar pela ideia de ‘vamos ser gordinhas e felizes, sem ligar para nada’”, alerta a médica Fernanda de Melo.

A endocrinologista chama atenção ainda para problemas que o peso pode trazer e que não aparecem nos exames de rotina. “Com o tempo, o excesso pode sobrecarregar as articulações (de joelhos, tornozelos), levando a artroses e varizes, entre outras coisas”.

É legal assumir-se com medidas generosas. Mas lembre-se que o pacote da autoestima deve conter cuidados com a beleza, alimentação saudável e atividade física prazerosa.

(*) O IMC é reconhecido como padrão internacional para avaliar o grau de obesidade. O índice é calculado dividindo o peso (em quilograma) pela altura (em metro) ao quadrado.

IMC = Peso : Altura²

Resultado:
IMC abaixo de 18,5: subnutrição
IMC entre 18,5 e 24,9: peso saudável
IMC entre 25 e 29,9: sobrepeso
IMC entre 30 e 34,9: obesidade grau 1
IMC entre 35 e 39,9: obesidade grau 2
IMC acima de 40: obesidade grau 3

Como perder peso de forma inteligente

Como perder peso de forma inteligente



A nutricionista Brittany Glassett, do Porter Adventist Hospital de Denver (EUA), sugere estabelecer objetivos por meio de um sistema que ele define como SMART – sigla que, em inglês, significa: específico, mensurável, atingível, realista e oportuno (specific, measurable, attainable, realistic and timely).

No quesito especificidade, por exemplo, não planeje simplesmente alimentar-se melhor. Trace uma meta específica, como reduzir a ingestão de fast food a três vezes ao mês, por exemplo.

Anote seus objetivos e concentre-se em um ou dois de cada vez para evitar o esgotamento. Continue seguindo estes objetivos até alcançá-los, lembrando-se que uma mudança de hábito leva cerca de três semanas.

Glassett também sugere pensar em miniobjetivos. Em vez de dizer que irá perder 25 quilos de uma vez, considere perder 2,5 quilos nas próximas quatro semanas. Peça o apoio de amigos e familiares: compartilhe com eles seus objetivos, aceitando ser relembrado sobre os mesmos por eles.

Glassett também criou uma lista de seis pequenas mudanças que, segunda ela, fazem uma grande diferença:
- Consuma mais grãos integrais, que contêm fibras benéficas para o coração – além de vitaminas e minerais. As fibras ajudam a controlar a fome entre as refeições
- Adicione frutas e verduras que dão cor às refeições. Experimente colocar três cores vivas no prato
- Não pule refeições e, em vez de fazer poucas refeições mais pesadas, faça pequenas refeições a cada três ou quatro horas
- Reduza o consumo de refrigerantes, sucos e bebidas à base de café muito calóricas, que costumam conter muitas calorias vazias
- Substitua o óleo vegetal por óleo de canola ou azeite de oliva, melhores opções para o coração.
- Mantenha um diário sobre sua alimentação, mesmo que seja por apenas alguns dias da semana.